Programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania renova patrocínio do Projeto Aroeira

Extrativistas da Foz do São Francisco que viviam com o auxilio de programas sociais, estão saindo da pobreza crônica O Instituto Ecoengenho prova que é possível sim mudar a realidade de centenas de famílias, através de micro sistemas produtivos para produtos de alto valor agregado, permitindo que elas consigam sair da condição de extrema pobreza.

Por isso, o Programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania renova, por mais dois anos, o patrocínio dedicado ao Projeto Aroeira, da Pimenta Rosa, iniciado em 2011, no município de PiaçabuçuAtualmente, o projeto conta com cerca de 500 extrativistas cadastrados na região da foz do Rio São Francisco, que contempla os municípios de Piaçabuçu, Penedo, Neópolis e Santana do São Francisco, e com mais de 80 trabalhadores já engajados no processo produtivo da Unidade de Beneficiamento Artesanal de Pimenta Rosa, que vem sendo administrada pela Associação Aroeira, um dos produtos do Projeto. Segundo o diretor-presidente da Organização Não Governamental (ONG), José Roberto da Fonseca, muita coisa mudou nesses dois anos de trabalho. “Nossa intenção foi quebrar alguns paradigmas e fazer com que os extrativistas começassem a pensar seu futuro para além da subsistência. Não basta produzir apenas para matar a fome, mas sim a para erradicá-la. Daí a escolha do beneficiamento de uma especiaria valiosa, o uso de inovação tecnológica e energias renováveis, e na ponta do processo, os nichos especiais de mercado”, destaca ele. Para ter uma ideia da agregação de valor, José Roberto conta que, fora do âmbito do Projeto Aroeira o quilo da pimenta rosa é vendido por R$ 1,50 aos atravessadores, que levam o produto para o Estado do Espírito Santo onde o mesmo é beneficiado para exportação. Agora, dominando toda a cadeia produtiva desde a coleta dos frutos, beneficiamento, envase e comercialização, os extrativistas envolvidos no projeto já estão vendendo este mesmo quilo por R$ 133, tirando todos os custos diretos e indiretos de produção. “Ao final desta etapa do projeto teremos um modelo demonstrativo de geração sustentável de renda que poderá ser incorporado às políticas públicas e reaplicado em milhares de comunidades pobres deste País. Estamos trabalhando agora para consolidar a sustentabilidade do projeto e preparar os associados para a gestão e conquista do mercado, pois se trata de um produto cujo consumo ainda não é tradicional no estado. Mesmo assim, a procura pela pimenta rosa alagoana tem crescido por ter uma qualidade superior às demais”, ressalta José Roberto da Fonseca.

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